por karla

Um espaço onde o tempo se reorganiza
e a vida retoma seu pulso natural.

Um santuário dedicado ao cuidado
regenerativo, à lucidez sensível do pensar
e ao cultivo de uma existência alinhada aos ciclos que nos sustentam.

Para existências que buscam caminhos de restauração

um convite a habitar o instante em suas camadas invisíveis

— e a reencontrar, na sincronia entre elas, o movimento que devolve coerência ao viver —

Há uma cadência silenciosa que sustenta toda forma de vida, e, quando dela nos desenraizamos, o organismo se dispersa, o relacional se enrijece e a presença se estilhaça. A Noblau Co nasce da escuta desse descompasso, e do anseio de restituir às experiências humanas um ritmo capaz de, novamente, apoiar o ser e o mundo. Aqui, reorientação é gesto e discernimento: afinar o fluxo entre dentro e fora, entre sentir e responder, entre o que o ambiente pede e o que se pode ofertar. Por isso, recusamos a lógica fragmentada da contemporaneidade, e integramos ação e reflexão, corpo e mente, prática e teoria em um mesmo campo vivo.

Nesse sentido, disponibilizamos vivências que reorganizam os ritmos internos e relacionais e encontros que ampliam a compreensão, criando um espaço onde imersões práticas se articulam à densidade intelectual: ciência dialoga com filosofia, cronobiologia se aproxima da fenomenologia, e a experiência ganha rigor conceitual a partir da sensibilidade lieterária. Mais que técnicas ou repertórios, é um território de aprofundamento, no qual se aprende não apenas o caminho da regeneração da vida, mas o princípio que o orienta; não apenas o protocolo, mas a coerência temporal que lhe dá forma. Aqui, transformar o modo como se atravessa a existência e cultivar a leitura do próprio tempo tornam-se um mesmo movimento de clareza que objetiva a sincronia entre os três tempos que nos moldam.

– O SER –
Singularidade, pessoalidade, biologia

Os ritmos individuais, que vibram em si. A cadência dos ciclos internos, da energia que se esgota e se refaz, da saúde que se perde e resgata. É o autocontato, a regulação, e também a subjetividade vivencial, onde se aprende a notar os sinais sutis que pedem pausa ou movimento, silêncio ou expressão.

– O VÍNCULO –
RELACIONAL, narrativa, COrregulação

O instante que se revela nos encontros, nas histórias que se dividem, nos gestos cotidianos, nas palavras ditas e não ditas. Nessa perspectiva, o tempo é relação, expande-se no cuidado, dissolve-se nas esperas, multiplica-se quando partilhado. É o campo onde presença se torna reciprocidade.

– O MEIO –
natureza, o que há no mundo, criação

A temporalidade cosmológica e ecológica, e o sentido do que se recebe e pratica em relação àquilo que nos cerca. A relação com a ancestralidade e ecologias, com os vazios e excessos, e a capacidade de contemplar o significado, as estruturas que formam o trabalho e o impacto sociocultural.

devir

Um refúgio intelectual dedicado à escuta daquilo que se transforma. Um território onde a experiência é acolhida antes de ser interpretada, e o pensamento se organiza como presença, capaz de reconhecer as ritmicidades do ser, de seus vínculos e meio como matéria legítima do viver. Uma caminhada de letramento temporal, na qual o protagonismo vivencial e a capacidade de conduzir as próprias manifestações – sobre si, nas relações e no mundo – emergem como prática cotidiana e sensível.

DEVIR

A NATUREZA E O PROPÓSITO DO ESTADO DE VIR-A-SER

DEVIR atravessa a história do pensamento como uma recusa à ideia de identidade fixa. Já em Heráclito, o mundo se apresenta como fluxo, uma ordem dinâmica na qual nada permanece idêntico a si mesmo. Bergson, séculos depois, aprofunda essa intuição ao distinguir o tempo vivido da medida cronológica, afirmando a duração como experiência qualitativa, criativa e irrepetível. No século XX, esse eixo se desdobra na fenomenologia e na filosofia contemporânea, quando o devir passa a ser compreendido como condição fundamental da existência: o ser humano não é, ele se faz no tempo. DEVIR inscreve-se nessa linhagem como resposta às tensões entre a natureza rítmica, relacional e processual da vida humana e uma cultura que exige linearidade, aceleração contínua e coerência forçada.

Ali, a reflexão ganha forma. Os fundamentos da cronobiologia, da fenomenologia da consciência, da neurociência afetiva e da filosofia são apresentados como instrumentos de análise da experiência vivida, permitindo o reconhecimento de ritmos individuais, estados de regulação, padrões relacionais e formas recorrentes de organização do tempo. A crítica ao  cronopoder amplia essa leitura ao evidenciar como regimes sociais, produtivos e simbólicos modulam percepções, vínculos e modos de estar no mundo. O que se cultiva em DEVIR é uma capacidade refinada de observação e discernimento: perceber quando o cansaço é biológico, quando o sofrimento é relacional, quando a exaustão é estrutural; compreender como corpo, narrativa e ambiente se coconstituem; e equilibrar escolhas mais ajustadas à própria história, aos limites reais e às condições do mundo compartilhado.

DEVIR

a quem se destina

a Corpos em busca de regulação

Para aqueles cuja experiência cotidiana revela ritmos que escapam à consciência, em que a integração entre ciclos biológicos, energia metabólica, função imunológica e equilíbrio hormonal exige atenção refinada. Aqui, o corpo é observado como sistema rítmico complexo, e a prática permite cultivar percepção, sensibilidade e estratégias de ajuste que respeitam os limites orgânicos, favorecendo presença e vitalidade sustentáveis.

a Pessoas reconstruindo padrão emocional

Voltado a quem percebe que emoções são processos corporificados, modulados pelo contexto e pela história pessoal, não reações isoladas, fixas e determinadas. O caminho aprofunda a consciência afetiva, tratando da granularidade nos estados internos, compreensão de como corpo e ambiente constroem a emoção, do reconhecimento de padrões e desenvolvimento de maneiras mais ajustadas de modelar sentimentos, acompanhando o fluxo emocional sem aprisionamento ou supressão.

a Vidas em transição

Para quem atravessa rupturas, perdas, mudanças de identidade ou passagens significativas, como luto, parentalidade, menopausa, reconfiguração de papéis. Essas fases são reconhecidas como períodos de reorganização estrutural, nos quais a atenção às ritmicidades particulares ritmo, à história que se constrói e à integração entre corpo, vínculos e mundo se torna fundamental, sustentando a capacidade de renovação e continuidade vivencial integral.

a buscadores de sentido e coESÃO existencial

Voltado a quem sente um desajuste entre existir e atribuir significado, seja no trabalho, na criação, nas relações, na narrativa da própria vida. O foco é cultivar discernimento sobre escolhas, valores e formas de presença, permitindo que sentido e ação se alinhem, e que as práticas sejam organizadas a partir de estruturas pessoais consistentes e autorais.

a Pensadores, pesquisadores e criadores

Para quem deseja integrar reflexão, produção intelectual e atuação vivida. Aqui, o estudo de ritmos, temporalidades e processos experienciados se traduz em capacidade de investigar e formar modos de engajamento mais sustentáveis, tanto para si quanto para outros, sem dissociar conhecimento da prática encarnada.

àqueles que sentem que, de forma alguma, encaixam-se

Para os que percebem urgência em compreender, reorganizar ou acessar aspectos de si que não se enquadram em categorias tradicionais. Esse espaço oferece ferramentas conceituais, práticas de percepção e diálogo com ritmos internos e externos, permitindo que cada pessoa encontre seus modos únicos de estruturação, cuidado e autoria.

DEVIR

a arquitetura da experiência ao longo do primeiro ano de permanência (2026)

01. 

Núcleo Formativo - eixos fundacionais

Seis movimentos conceituais, que formam a base do percurso, ensinam a reconhecer sincronias e desalinhos nas dimensões biológica, afetiva, fenomenológica, relacional e ambiental, e a responder a elas com precisão situada.

Desenvolvendo-se ao longo de um mês e permanecendo acessível durante todo o ciclo, permitem retornos conforme o tempo interno e o amadurecimento de novos reconhecimentos se tornam possíveis, cada eixo compreende:

  • Aulas Portal - Exposição densa e acessível que integra saberes e ocorre como construção de sentido. Instantes em que a ciência esclarece os mecanismos, a filosofia sustenta a leitura existencial e a literatura encarna a experiência vivida;
  • Audiolições Semanais - Desdobramentos que aprofundam o eixo em camadas sucessivas, pensados para acompanhar o cotidiano, combinando direcionamentos práticos, exercícios de reconhecimento corporal e perguntas reflexivas;
  • Cadernos de Integração - Espaço ativo de trabalho pessoal, com propostas de escrita, mapeamentos de ritmo, sínteses mensais e registros emergentes. Um território de elaboração contínua;
  • Leituras Curadas - Textos selecionados para ampliar a compreensão sensível do eixo, acompanhados de contextualização e questões que conectam estudo e experiência;
  • Materiais de Apoio - Glossários conceituais, visualizações, fragmentos teóricos e práticas que oferecem sustentação sem excesso informacional.

02. 

ENCONTROS MENSAIS

Reuniões ao vivo ao longo do ano, que apoiam a dimensão relacional do percurso e atuam como espaços de presença compartilhada, em que questões emergentes ganham densidade coletiva e vivências favorecem a corregulação e o senso de coletivo.

Cada encontro inclui:

  • Abertura e reconhecimento do momento vivido, sem exposição compulsória, favorecendo nomeação e escuta;
  • Aprofundamento conceitual a partir das perguntas do grupo, conectando experiência singular e leitura estrutural;
  • Práticas breves de ancoragem somática, quando pertinente ao eixo em curso;
  • Síntese e preparação do próximo movimento, favorecendo continuidade do percurso;
  • As gravações ficam disponíveis, mas a presença síncrona é central, já que certos reconhecimentos despertam com maior potência quando há testemunho mútuo de forma simultânea.

03. 

Imersões Trimestrais

Ao início de cada estação, honrando a sazonalidade e ciclicidade natural, vivências mais aprofundadas e longas do que os encontros semanais são vividas em grupo e dedicadas à observação, ao refinamento e à reconfiguração dos ritmos que perpassam a vida.

Em 2026, cada imersão se alinhará a um campo específico:

  • Ritmos Circadianos - Leitura ampliada dos zeitgebers, cronotipos, ritmos fisiológicos e suas implicações no cotidiano;
  • Subjetividade e Vínculo - Aprofundamento da experiência fenomenológica, da construção afetiva e dos processos de corregulação;
  • Curadoria Ambiental e Resistência - Análise dos ambientes que moldam o sistema nervoso e elaboração de estratégias sustentáveis;
  • Rituais e Incorporação - Criação de formas simbólicas que sustentam transições e encerramentos de ciclo.

04.

COMUNIDADE

Um espaço fechado de trocas mantém o vínculo ativo ao longo da jornada. Sem excessos ou estímulos constantes, disponibiliza testemunhos em momentos críticos e partilha de reconhecimentos relevantes. Nesse sentido, a mediação respeita a temporalidade do coletivo e modela um uso do tempo compatível com o que se pratica no próprio programa.

05. 

ACERVO E CURADORIA INTELECTUAL

Uma biblioteca em contínua atualização, composta por materiais que respondem e enriquecem as demandas reais do processo daqueles que, no momento, integram o DEVIR, incluindo:

  • Textos filosóficos integrais, acompanhados de guias de leitura;
  • Artigos científicos comentados, traduzindo rigor técnico em compreensão acessível;
  • Fragmentos literários que expandem a dimensão sensível da experiência;
  • Ações guiadas e visualizações conceituais.

devir

o conteúdo-base que orienta os eixos formativos e nos guia no decorrer do caminho

EIXO I – SINCRONIAS PERDIDAS

Genealogias do desalinho contemporâneo

Um convite a situar o tempo e compreender como a vida humana, enquanto espécie, chegou a um ponto em que os ritmos naturais, afetivos e sociais se fragmentaram. Para além de uma narrativa sobre aceleração, este eixo discorre sobre rupturas profundas que circundam desde a experiência de temporalidades cíclicas e coletivas – como o Pacha andina, o Dreamtime aborígene ou o ubuntu africano – até a consolidação de um tempo linear, homogêneo e disciplinado, moldado por relógios, fusos horários, luz elétrica e instituições modernas.

Principais territórios atravessados:

  • Heráclito revela o fluxo perpétuo e a impossibilidade de fixidez;

  • Agostinho mostra o tempo como distensão da alma, vivido antes de ser medido;

  • Bergson distingue a duração qualitativa do tempo vivido da homogeneidade quantitativa;

  • Husserl demonstra como a consciência estrutura passado, presente e futuro de forma triádica;

  • Heidegger recorda que a existência é um ser-para-a-morte, e que o tempo é horizonte da autenticidade;

  • Thompson, Edison e Crary analisam a padronização fabril, a eletrificação e a cultura 24/7, que comprimem ritmos biológicos e sociais;

  • Rosa e Han evidenciam a aceleração tecnológica, a autoexploração e a tensão entre exigências externas e resistência natural do corpo.

Práticas: observação do próprio ritmo, identificação de picos e vales de energia, análise da influência de tecnologias, horários institucionais e espaços transitórios. Exercícios de percepção distinguem o que pode ser ajustado individualmente, o que exige negociação relacional e o que se impõe estruturalmente, sem culpa ou autoacusação.

Resultados: clareza sobre dessincronias; capacidade de perceber níveis de influência sem assumir responsabilidade indevida e discernimento para harmonizar corpo, tempo vivido e demandas externas.

eixo ii – o ser biológico

Organicidades da Temporalidade

A evidência de que toda construção cultural, social ou afetiva repousa sobre um corpo biologicamente regulado, e que a capacidade de responder ao mundo de forma adaptativa emerge dessa estabilidade interna, este eixo oferece alfabetização profunda sobre como nossos ritmos biológicos estruturam percepção, atenção, energia e disponibilidade afetiva, e demonstra que a consciência corpóreo-afetiva depende da regulação fisiológica contínua, formando a base sobre a qual qualquer ajuste temporal posterior se apoia. Ensina, ainda, a identificação de padrões internos de fluxo, bloqueios e sobrecarga, possibilitando intervenções microrregulatórias conscientes e sustentáveis, e favorece a sabedoria sobre hábitos de sono, alimentação, movimento e interação social como componentes essenciais da arquitetura temporal do organismo.

Principais territórios atravessados:

  • Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young: o núcleo supraquiasmático e genes-relógio sincronizam ciclos celulares e fisiológicos;

  • Stephen Porges e Deb Dana: a teoria polivagal evidencia como o sistema nervoso organiza estados de engajamento, mobilização ou colapso, moldando percepção de segurança e experiência temporal;

  • Lisa Feldman Barrett e neurociência afetiva: emoções funcionam como sinais de recursos internos e capacidade de ação, revelando a interdependência entre corpo e mente.

Práticas: mapeamento dos próprios ritmos biológicos; identificação de picos e vales de energia; análise de influência de luz, alimentação, movimento, interação social e tecnologia. Exercícios estruturados permitem reconhecer desequilíbrios e aplicar microrregulações sustentáveis, respeitando limites individuais e contextuais.

 

Resultados: percepção clara de como o corpo organiza tempo, energia e atenção; compreensão profunda da relação entre ritmos biológicos e experiências sociais, afetivas e cognitivas; habilidade de intervir localmente sobre desequilíbrios; aumento da fluidez na experiência temporal e estabelecimento de uma base sólida para alinhamentos posteriores.

EIXO III – O SER SUBJETIVO

Fenomenologia da Consciência Temporal e Identidade Narrativa

Partindo do princípio de que a consciência, longe de ser uma sequência de instantâneos desconexos, configura-se como fluxo temporal contínuo, este eixo celebra a temporalidade vivida como tecido do viver e da identidade e revela que percepção de passado, presente e futuro é estruturada e integrada, e que rupturas na narrativa pessoal afetam diretamente ação, sentido e escolha. Propõe, além, identificar padrões de retenção, impressão e protensão, confrontar a finitude existencial, e iniciar o trabalho de reconfiguração narrativa, permitindo que múltiplas facetas do eu coexistam de forma legítima, dialogando entre si e integrando experiência, valores e possibilidades.

Principais territórios atravessados:

  • Husserl: consciência estruturada triadicamente — retenção (passado imediato), impressão (presente vivido), protensão (futuro antecipado); distorções geram ansiedade, depressão ou trauma;

  • Heidegger: Dasein e ser-para-a-morte revelam que confrontar a finitude ilumina escolhas autênticas;

  • Ricoeur: identidade como narrativa, articulando mesmidade (continuidade corporal) e ipseidade (constância de caráter), exigindo retessitura consciente diante de rupturas;

  • Merleau-Ponty: distinção entre corpo vivido (Leib) e corpo objeto (Körper), evidenciando como hábitos e intencionalidades corporais sedimentam tempo, memória e ação;

  • Fernando Pessoa: multiplicidade constitutiva do ser, permitindo diálogo interno entre diferentes versões do eu e reconhecimento da diversidade de papéis.

Práticas: mapeamento triádico do próprio fluxo temporal; correlação com estados corporais e biológicos; escrita estruturada para identificação de rupturas; exploração de futuros possíveis e diálogo interno consciente entre facetas múltiplas do eu. Reflexões sobre projeto de vida, prioridades e legado pessoal sustentam a integração gradual da narrativa.

 

Resultados: clareza sobre padrões internos de tempo e identidade; capacidade de reconhecer e integrar rupturas pessoais; gestão consciente das múltiplas facetas do eu com coerência e autenticidade; fortalecimento da narrativa pessoal como ferramenta de sentido, resiliência e autorregulação existencial.

EIXO IV – VÍNCULO

Sincronia Relacional e Temporalidade Compartilhada

Ao assumir que a ritmicidade do existir emerge no entre, em eu-tu, este campo explora como vínculos constroem temporalidades compartilhadas, e sinaliza que relações profundas são sistemas de alinhamento biológico e emocional; que padrões de apego, corregulação e negociações temporais estruturam a vida cotidiana; e que rupturas relacionais, perdas e lutos não são meros buracos emocionais, mas crises sistêmicas de temporalidades compartilhadas construídas ao longo de anos. Sugere-se, nesse espaço, a identificação de padrões de apego, a observação de cronotipos diádicos, a prática da corregulação e a negociação de ritmos, ampliando a possibilidade de  relações resilientes, autênticas e temporalmente coesas.

Principais territórios atravessados:

  • Bowlby: apego como sistema evolutivo de sobrevivência e regulação emocional;

  • Ainsworth: identificação de quatro padrões de apego (seguro, evitativo, ansioso, desorganizado) e suas projeções na vida adulta;

  • Mary Main: adultos com apego inseguro podem desenvolver segurança através de relações prolongadas (earned security);

  • Beatrice Beebe: microssincronização mãe-bebê evidencia que apego seguro depende de reparações rápidas;

  • Roenneberg: diferenças de cronotipos diádicos impactam dessincronização, conflito e satisfação relacional;

  • Porges e Deb Dana: teoria polivagal demonstra corregulação neurobiológica, com ritmos cardíacos e estados ventrais influenciando reciprocamente;

  • Jim Coan: Social Baseline Theory mostra que presença significativa reduz carga fisiológica e amplia percepção de segurança;

  • Attig, Stroebe & Schut: luto como colapso de temporalidade compartilhada e oscilação saudável entre perda e restauração;

  • Levinas e Buber: ética relacional e temporalidade transcendente, evidenciando que futuros compartilhados excedem o indivíduo.

Práticas: mapeamento de padrões de apego adulto; observação de cronotipos diádicos; implementação de estratégias de negociação e microrregulação; prática de corregulação explícita; exercícios graduais de vulnerabilidade e tolerância à separação; enfrentamento do luto via Modelo de Processo Dual; criação de rituais de continuing bonds e reconstrução de zeitgebers sociais mínimos.

Resultados: reconhecimento da plasticidade dos padrões de apego; habilidades para sincronização relacional consciente e respeito às diferenças de cronotipos; competência em corregulação, oferecendo e recebendo presença reguladora; manejo saudável de lutos e rupturas sem colapso da temporalidade compartilhada; desenvolvimento de relações resilientes, autênticas e integradas ao tempo coletivo; percepção da interdependência entre biologia, emoção e vínculo social como fundamento da experiência compartilhada.

EIXO V – MEIO

Cronopoder e Ecologias Temporais

Ao compreender que os ambientes estruturam e dessincronizam o tempo vivido, este eixo explora como pistas externas – luz, temperatura, ritmos sociais e cronopoder institucional – organizam a experiência temporal e afetam sono, atenção, energia e percepção de segurança, e mostra que a dessincronia contemporânea não é mera sensibilidade individual, mas incompatibilidade estrutural espécie-ambiente, o que exige estratégias de microrregulação, negociação institucional e resistência coletiva.

Principais territórios atravessados:

  • Lewy e Gooley: exposição luminosa regula o ciclo sono–vigília;

  • Foucault: instituições modernas estruturam corpos via disciplina temporal, moldando escola, trabalho e medicina;

  • Jonathan Crary: cultura 24/7 captura atenção e produtividade, situando o sono como limite biológico à exploração contínua;

  • Roenneberg e colaboradores: jet lag social evidencia conflito entre cronotipos biológicos e agendas padronizadas;

  • Estudos sobre Transtorno Afetivo Sazonal: variações do fotoperíodo influenciam humor, energia e estabilidade circadiana;

  • E. O. Wilson, Stephen Kellert e design biofílico: biofilia e conexão com a natureza favorecem sincronização ecossincrônica organismo–ambiente;

  • Mariana Figueiro e Russell Foster: organização luminosa e espacial de ambientes regula ritmos biológicos e orienta projetos de espaços temporalmente saudáveis;

  • Psicologia ambiental e cronobiologia aplicada: ajustes cotidianos de luz, temperatura e ritmos coletivos restauram coerência temporal e sensação de pertencimento.

Práticas: mapeamento de exposição luminosa, térmica e sonora; reorganização gradual de rituais sociais e coletivos como âncoras temporais; distinção entre modificável, negociável ou estrutural; implementação de microrregulações sem rupturas; negociação institucional quando viável; postura de não-culpabilização frente a limites estruturais e desenvolvimento de estratégias individuais e coletivas de adaptação e resistência.

Resultados: compreensão de como ambientes e instituições moldam a experiência temporal; habilidade de reorganizar luz, temperatura e ritmos sociais em favor de estabilidade fisiológica; capacidade de negociar acordos temporais em contextos profissionais e relacionais; redução da autocrítica frente a limitações estruturais; fortalecimento da consistência energética e do ritmo cotidiano; incorporação de estratégias adaptativas que sustentam bem-estar e presença ao longo do tempo vivido.

EIXO VI – TEMPORALIDADES LIMINARES

Transições Vitais como Reorganização Existencial

Considerando que certas experiências humanas podem suspender identidades, papéis e ritmos conhecidos, o movimento-base final explora como transições vitais reorganizam a temporalidade, o corpo e a percepção sobre si. Investiga, para tanto, a liminaridade como estado de travessia entre o que deixa de existir e o que ainda não pôde se constituir, ampliando a perspectiva de que maternidade, menopausa, aposentadoria, luto, adoecimento ou outras grandes mudanças ocorrem como reconfigurações do ser, que exigem tempo, reconhecimento e novas formas de pertencimento. Ao reconhecer essas passagens como estruturas humanas universa, e não como falhas individuais, torna-se possível sustentar o período de transição com maior lucidez, criar rituais de passagem quando inexistentes e permitir que novas formas de identidade e presença emerjam de modo gradual e orgânico.

  • Principais territórios atravessados: Arnold Van Gennep descreve ritos de passagem como processos estruturados em separação, liminaridade e incorporação, oferecendo matriz antropológica para compreender transições humanas; Victor Turner aprofunda o conceito de liminaridade como estado betwixt and between e introduz a noção de communitas, indicando que vínculos entre pessoas em transição sustentam atravessamentos coletivos; Barbara Myerhoff analisa como sociedades modernas perderam rituais de passagem consistentes, o que prolonga estados liminares e produz sofrimento solitário; Alexandra Sacks propõe o conceito de matrescence, indicando a maternidade como reorganização prolongada biológica e identitária comparável à adolescência; estudos culturais e médicos sobre menopausa demonstram que essa transição combina transformações hormonais e redefinições sociais de papel e pertencimento; pesquisas sobre aposentadoria indicam que a perda de estruturas profissionais dissolve marcadores temporais e exige reconstrução de identidade e ritmo cotidiano; Thomas Attig descreve o luto como processo de reaprender o mundo após colapso da temporalidade compartilhada; William Worden e Stroebe & Schut apresentam tarefas e oscilações saudáveis entre confrontar perdas e reconstruir vida cotidiana; Arthur Frank analisa como adoecimento crônico e trauma rompem narrativas de continuidade, exigindo reconstruções graduais de sentido; estudos contemporâneos sobre transições identitárias e de gênero indicam que incorporação de novos modos de existir depende de reconhecimento social e reorganização narrativa prolongada.
  • Práticas vividas: identificação consciente de transições em curso, reconhecendo o que foi deixado e o que ainda não pôde ser integrado; mapeamento da própria experiência liminar, distinguindo desorientação temporal, sobrecarga autonômica e perda provisória de identidade; criação de microrrituais pessoais para marcar separações e sustentar períodos intermediários; implementação de protocolos mínimos de regulação corporal e relacional durante fases de maior vulnerabilidade; busca de communitas, aproximando-se de pessoas que atravessam experiências semelhantes; construção gradual de narrativas provisórias que permitam atravessar o período sem exigir sentido definitivo; proteção de recursos mínimos de sono, alimentação, apoio e presença humana enquanto nova organização existencial se forma.
  • O que se conquista: reconhecimento de que transições representam  reconfigurações estruturais da experiência; capacidade de sustentar períodos de indefinição sem precipitar soluções identitárias prematuras; habilidade de criar rituais e marcos simbólicos quando inexistem culturalmente; fortalecimento de recursos internos e relacionais para atravessar mudanças profundas; reorganização gradual de identidade e pertencimento após perdas ou mudanças radicais; maior confiança na temporalidade própria dos processos de transformação; e compreensão de que toda reorganização vital exige tempo, testemunho e integração progressiva entre corpo, história singular e mundo vivido.

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círculo de encontros ao vivo: agenda 2026

CICLO I — FUNDAÇÕES TEMPORAIS

Janeiro a abril 

Fundamentos epistemológicos da Ecologia Temporal. Genealogias filosóficas do tempo (Husserl, Bergson, Heidegger, Ricoeur), cronobiologia aplicada (Roenneberg), teoria polivagal (Porges) e neurociência afetiva construcionista (Barrett). Introdução às Dobras Temporais e exploração do Tempo do Ser – dimensão biológica e fenomenológica da existência.

8 encontros | Discussões teóricas aprofundadas + supervisão coletiva de casos clínicos.

Imersão final | Laboratório prático: mapeamento cronobiológico pessoal, regulação autonômica ao vivo, grounding fenomenológico.

Para profissionais: identificação de dimensão temporal em queixas clínicas; protocolos regulação somática precedendo narrativa; cronobiologia aplicada a insônia, burnout, ansiedade; reconhecimento de ritmos biológicos em contextos educacionais e organizacionais.

CICLO II – DIMENSÃO RELACIONAL E AMBIENTAL

Maio a julho 

Teoria do apego e trauma relacional (Bowlby, Siegel, Van der Kolk, Levine). Sociologia crítica da aceleração (Rosa), sociedade do cansaço (Han) e cronopolítica (Foucault). Tradução sistemática de fundamentos teóricos em metodologia clínica: arquitetura de intervenção multiníveis e Linhas de Cuidado.

6 encontros | Discussões teóricas + supervisão de casos complexos integrando múltiplos níveis.

Imersão final | Laboratório prático: vocabulário afetivo expandido (Barrett), co-regulação vincular em duplas, recategorização emocional.

Para profissionais: protocolos trauma relacional via titulação e corregulação; diferenciação entre sofrimento individual e estrutural; análise de burnout organizacional; identificação de padrões de apego em contextos clínicos, educacionais e institucionais.

CICLO III – Fenomenologia literária

Agosto a outubro

Literatura como laboratório fenomenológico. Exploração de memória involuntária (Proust), duração (Bergson), fluxo de consciência (Woolf), instante absoluto (Clarice Lispector), tempo burocrático (Kafka) e futuros ramificados (Borges). Articulação sistemática entre análise literária e aplicação clínica concreta.

6 encontros | Discussões literárias + supervisão casos via lentes literárias.

Imersão final | Laboratório prático: desaceleração corporal (Rilke: slow walking coletivo, tédio terapêutico), atenção monocrônica (Han: tarefa única ininterrupta vs. multitasking), conexão ecossincrônica via biofilia (Hesse: observação natureza, ritmos não-humanos), escrita fenomenológica.

Para profissionais: uso de metáforas literárias como ferramentas terapêuticas; refinamento de sensibilidade fenomenológica; nomeação de experiências inefáveis através de literatura; reconhecimento de temporalidades do adoecimento e transições existenciais.

CICLO IV – INTEGRAÇÃO

Novembro e dezembro 

Conclusão fenomenologia literária (Hesse, Pessoa, Rilke, Goethe). Retrospectiva coletiva anual. Integração completa dos 3 Tempos (Ser, Vínculo, Meio) através de apresentações de casos demonstrando mapeamento rigoroso, aplicação sistemática e resultados alcançados. Certificação LATCHA I.

3 encontros | Síntese final + retrospectiva anual + abertura 2027.

Imersão final | Apresentações individuais casos integrados ( Dobras + níveis + 3 Tempos), celebração comunitária, certificação.

Para profissionais: consolidação de competências para construção de planos terapêuticos/interventivos completos fundamentados em Ecologia Temporal; capacidade de articular rigorosamente múltiplos níveis de intervenção e reconhecer limites éticos de atuação.

STUDIUM TEMPORALE

OS PILARES QUE SUSTENTAM ESTE CAMPO

O Studium se estrutura como uma síntese integrativa rigorosa. Cada conceito é situado em sua genealogia intelectual, articulado a outras tradições disciplinares e traduzido em implicações clínicas concretas. Cronobiologia molecular dialoga com fenomenologia husserliana; neurociência afetiva encontra sociologia crítica; teoria do apego conversa com microtiming interacional. A proposta é cultivar uma arquitetura conceitual consistente, capaz de sustentar pensamento preciso e práticas de intervenção refinadas.

O Studium constitui um círculo intelectual vivo, orientado por participação, diálogo e aprofundamento compartilhado. A aprendizagem emerge da interação: discussões conceituais refinam a compreensão, supervisões em grupo revelam nuances clínicas, práticas conjuntas desenvolvem sensibilidade somática. Veteranos acompanham iniciantes, casos complexos são analisados por múltiplas perspectivas, dúvidas individuais convertem-se em questões comuns. Pertencer ao Studium é ingressar em uma trama de pensamento e cuidado na qual o conhecimento se torna criação contínua.

Compreender temporalidade é cultivar sensibilidade incorporada. Por isso, o Studium articula atividades somáticas rigorosas - respiração polivagal, grounding, pendulação, técnicas de regulação autonômica e movimentos neurogênicos - como parte estrutural da formação. Habitar a própria temporalidade com presença é o que permite reconhecer e trabalhar a temporalidade do outro; e, quando teoria ganha corpo, adquire espessura, assim como a prática, ao ancorar-se em fundamentos sólidos, se converte em método.

A fenomenologia é um método de observação rigorosa da experiência vivida, que exige atenção ao modo como o tempo se inscreve em cada gesto, percepção e relação. No Studium, essa escuta é cultivada pela suspensão de pressupostos e pelo acompanhamento cuidadoso das formas temporais que estruturam as vivências - um compromisso que se estende ao campo literário, que indaga a temporalidade com profundidade rara e oferece paisagens sensíveis para apreender ritmos internos, inflexões afetivas e variações de presença. Nesse ambiente formativo, profissionais desenvolvem uma percepção capaz de alcançar dobras temporais e ritmos relacionais que, em geral, permanecem ocultos, abrindo acesso à lógica íntima que organiza cada experiência.

Intervir na temporalidade humana implica responsabilidade ética de alta delicadeza. O Studium defende o pensamento de que todo fazer - clínico, educativo ou institucional - carrega pressupostos temporais e produz efeitos que atravessam de estar vínculos e processos internos. Forçar ritmos de cura pode reabrir feridas; ajustar experiências a tempos que não pertencem ao sujeito pode distorcer cronotipos; desconsiderar dinâmicas relacionais pode aprofundar estados de isolamento. Um cuidado temporalmente informado, portanto, reconhece a singularidade de cada sistema vivo, respeita o ritmo que o constitui e age com sensibilidade às condições diversas que constituem a experiência.

A maestria, seja na clínica, no chão educacional, entre outros setores, amadurece quando a prática encontra reflexão supervisionada. No Studium, a supervisão mensal em grupo funciona como um espaço de aprendizagem estruturada, no qual casos são apresentados com rigor, examinados por diferentes referenciais conceituais e discutidos em diálogo qualificado entre pares, um processo que amplia o campo de percepção, revela pontos antes invisíveis, convoca hipóteses mais precisas e favorece a composição de estratégias de zelo mais finas. Profissionais que se engajam nesse percurso desenvolvem humildade epistêmica, consistência metodológica e sofisticação laboral, qualidades essenciais para atuar diante da complexidade dos sistemas que vivem.

STUDIUM TEMPORALe

a TRAJETÓRIA FORMATIVA

o que sustenta
este campo DE reorganização vital

O Studium Temporale estabelece uma fundação intelectual que transforma radicalmente a compreensão e o fazer profissional de seus membros. Ao ingressar no programa, cada participante integra o LATCHA – Laboratório de Arquitetura Temporal e Cronobiologia Humana Aplicada, uma comunidade de pesquisa e prática dedicada ao avanço sistemático do conhecimento temporal aplicado. A formação desenvolve capacidades que transcendem competências técnicas convencionais: profissionais adquirem inteligência temporal que permite reconhecer padrões estruturais de adoecimento onde outros identificam apenas sintomas isolados, articular intervenções fundamentadas que integram dimensões biológicas, relacionais e socioculturais sem reducionismo, e construir protocolos metodologicamente rigorosos que produzem resultados mensuravelmente superiores em seus contextos de atuação. A sofisticação diagnóstica conquistada, a precisão interventiva desenvolvida e a profundidade teórica assimilada conferem aos membros do LATCHA reconhecimento como referências em suas respectivas áreas – não por acúmulo de credenciais, mas por excelência demonstrada através de resultados consistentes e contribuições substantivas ao campo.

Nesse sentido, a sociedade beneficia-se amplamente do trabalho desenvolvido por profissionais formados no LATCHA. Clientes psicoterapêuticos experimentam remissão de sintomas que resistiam a abordagens convencionais quando suas estruturas temporais subjacentes são adequadamente identificadas e trabalhadas. Crianças e adolescentes prosperam academicamente quando educadores reconhecem e acomodam cronotipos individuais, respeitam ritmos ultradianos de atenção e constroem ambientes pedagógicos temporalmente sustentáveis. Trabalhadores atuam com menor desgaste quando gestores compreendem burnout como fenômeno estrutural relacionado a cronopoder e implementam políticas organizacionais que respeitam, em vez de explorar, a temporalidade humana. Famílias reconstroem sincronias relacionais perdidas quando terapeutas identificam desalinhos vinculares e facilitam corregulação através de intervenções teoricamente fundamentadas. Pacientes hospitalares recuperam-se mais eficazmente quando equipes médicas consideram cronobiologia na administração de tratamentos e na organização de rotinas institucionais. Arquitetos e designers criam espaços que sustentam regulação temporal quando compreendem como luz, som e ritmos ambientais afetam sistemas circadianos e autonômicos. O impacto coletivo multiplica-se exponencialmente: protocolos desenvolvidos por membros individuais são refinados coletivamente, sistematizados rigorosamente, disseminados amplamente e replicados em contextos diversos, expandindo progressivamente o alcance social da Ecologia Temporal como disciplina aplicada.

O investimento

R$ 1197,00 / ano

Parcelamento disponível, com acréscimo de juros.

*Preço válido até dia 31/12/2025. A partir de janeiro de 2026, o valor original se consolida: R$ 1497,00 / ano à vista, também com parcelas acessíveis e taxas adicionais.

Garantia de 7 dias. 

STUDIUM TEMPORALE

um campo àqueles que reconhecem que viver é ritmar, e que toda prática - científica, terapêutica ou criativa - enraiza-se em uma ecologia temporal

Algumas bolsas parciais estão disponíveis para graduandos e profissionais em início ou transição de trajetória – entre áreas, ritmos ou modos de atuar -, comprometidos em cultivar uma prática sintonizada à dimensão temporal da vida e em aprofundar seus estudos em temporalidade, corpo e ecologias do cuidado.

studium temporale

Pronto(a) para pertencer a um campo disruptivo de tempo aplicado às diferetes experiências humanas e desenvolver uma prática profunda, transformadora, que atinge além do superficial?

O Studium ocorre de modo online e permite acesso pleno de qualquer canto do mundo. Onde quer que você se encontre, este conhecimento se fará presente e reconfigurará, de maneira profunda e permanente, seu trabalho e a forma como observa, intervém e promove o cuidado.

Em caso de dúvidas ou desejo de busca por mais detalhes, entre em contato.

Há trajetórias que pedem aplicação, estrutura e criação compartilhada – caminhos em que o pensamento temporal se converte em estratégia, linguagem e intervenção concreta. Os Projetos e Parcerias existem para traduzir a Ecologia Temporal em colaboração com profissionais, instituições e espaços que buscam integrar a inteligência dos ritmos vivos a contextos clínicos, educativos, organizacionais e ambientais.

projetos e parcerias

O QUE

Temporalidade como eixo de alinhamento para profissionais, espaços e ecologias de prática

Aplicar a Ecologia Temporal em diferentes escalas é reconhecer que o tempo é a própria força organizadora da vida coletiva. Cada sistema, seja um corpo, uma instituição ou um território, vibra segundo ritmos próprios, que se desordenam quando submetidos à lógica linear de manifestação. Através dos Projetos e Parcerias, a Ecologia Temporal atua como tecnologia epistemológica e orientada para restaurar coerência rítmica – um trabalho que une ciência, filosofia e desenho sistêmico para reorganizar processos, vínculos e ambientes de forma viva.

Essa prática temporal, quando inserida em organizações, políticas e espaços, torna-se gesto de reestruturação cultural. Em lugar de intervenções fragmentadas, propõe-se uma nova ecologia do tempo: um modo de reconfigurar modelos de estar, produzir, cuidar e criar, a partir de uma ética da interdependência. Cada projeto, então, é concebido como campo de coesão, em que o ritmo de um corpo ou grupo se alinha ao compasso mais amplo da vida, e onde o pensar, o agir e o zelar ocupam uma mesma arquitetura temporal.

Em outras palavras, diz-se que os Projetos e Parcerias ocorrem como uma plataforma de pesquisa viva que aproxima saberes e práticas, ciência e sensibilidade, política e cuidado. Aqui, o tempo deixa de ser recurso a ser administrado e torna-se matéria de recomposição – o fundamento de uma cultura que aprende a se sincronizar com o que é vivo. O que se produz a partir desse tanto ultrapassa a fronteira da inovação metodológica, e alcança a possibilidade singular de uma nova consciência temporal coletiva.

projetos e parcerias

FRENTES DE ATUAÇÃO

01. Intervenção e educação temporal

Campo de atuação voltado à transposição prática da inteligência dos ritmos vivos em trajetórias profissionais, educativas e institucionais. Cada ação, por aqui, é um laboratório de sincronia, e um exercício de atenção, presença e coerência temporal aplicado a contextos diversos.

— Supervisão Cronoepistêmica: acompanhamento especializado para desenvolvimento de protocolos autorais, fundamentados em coerência rítmica e leitura sistêmica do tempo nas práticas profissionais.

— Mentoria de Presença Temporal : processo de construção de presença profissional ancorada em ritmo, autenticidade e relação, em contraponto à temporalidade produtivista que segmenta o fazer contemporâneo.

— Consultoria de Ritmos Organizacionais: Reconfiguração de rotinas, processos e culturas, introduzindo métricas e rituais temporais capazes de restaurar cadência ecológica e integridade coletiva.

— Arquitetura Temporal de Ambientes: cocriação de espaços sincronizados com os ciclos naturais e os fluxos humanos, em que o espaço torna-se tecnologia viva de regulação temporal e cuidado coletivo.

02. integração e cuidado temporal

Projetos que aplicam os princípios da Ecologia Temporal em contextos de saúde, reabilitação e bem-estar coletivo, para conectar práticas existentes ao campo da regulação rítmica.

— Pontes Clínicas Temporais: colaborações com profissionais de saúde para integrar princípios de sincronia e regulação temporal em atendimentos, protocolos e programas terapêuticos.

— Programas de Coerência Temporal Coletiva : iniciativas desenvolvidas em centros de saúde, escolas e organizações para restaurar cadência, reduzir disritmias e promover Ecossincronia comunitária.

— Protocolos de Reabilitação Rítmica: intervenções estruturadas para a recuperação funcional de ritmos biológicos, emocionais e relacionais.

— Plataformas de Educação Temporal Aplicada: formação e difusão de metodologias temporalmente conscientes voltadas à ampliação dos resultados clínicos, educativos e sociais.

PROJETOS E PARCERIAS

Ideal para quem

Profissionais de saúde mental, psicoterapia, fisiologia ou medicina integrativa encontram na Ecologia Temporal um modo de reconhecer que cada disritmia – insônia, estresse crônico, menopausa, lutos simbólicos ou jet lag social -não é um episódio isolado, mas a expressão de desarmonia entre corpo, vínculo e ambiente. A prática deixa de ser apenas técnica e torna-se percepção dos ritmos vitais, permitindo intervenções que restituem cadência, integração e sensibilidade ao tempo vivido.

Formadores de programas de aprendizagem e educação se engajam em projetar experiências que restauram atenção, memória e plasticidade cognitiva, e rompem com a lógica aceleracionista que fragmenta o aprendizado. Cada ação e percurso, tornam-se oportunidade de alinhar os tempos individuais e coletivos, de criar ecossistemas de aprendizagem ritmados, nos quais engajamento profundo e desenvolvimento integral se sustentam na harmonia temporal.

Escritores, artistas e curadores percebem que a atenção plena, o fluxo inventivo e os estados de sensibilidade elevada dependem de tempos internos sincronizados com o mundo. A ciência e a filosofia do tempo oferecem ferramentas para expandir processos criativos, prolongar a vitalidade imaginativa e estruturar o pulso da produção artística, transformando inspiração, prática e reflexão em uma cadência que mantém vivo o gesto criador.

Criadores de ambientes, objetos e sistemas compreendem que o espaço é tempo tangível e que ritmos humanos e biológicos se manifestam no corpo e na percepção. Projetar espaços circadianos, objetos e sistemas que respeitem ciclos naturais e humanos significa tornar o ambiente capaz de induzir saúde, sono restaurador, desempenho cognitivo e experiências temporais qualificadas, alinhando o físico, o simbólico e o rítmico.

Tomadores de decisão, gestores e organizadores de equipes descobrem que a gestão do tempo não se resume a produtividade, mas envolve regeneração, sincronização e coerência coletiva. Incorporar métricas biotemporais, práticas de saúde circadiana e atenção aos ritmos humanos essenciais transforma a cultura organizacional, reconecta pessoas e processos, e estabelece estruturas que equilibram desempenho, bem-estar e vitalidade de forma sustentável e integrada.

PROJETOS E PARCERIAS

Expandir a aplicação do tempo como inteligência viva

Este é o espaço para integrar ecologias temporais que estruturam práticas, espaços e saberes em sistemas ativos, equilibrados e significativos. Aqui, o tempo atua como matriz dinâmica, orientando decisões, ambientes e trajetórias profissionais de modo a reconectar indivíduos, equipes e instituições aos ritmos que sustentam o bem-viver.

QUEM SOMOS

Prof. Esp.

Karla Knoblauch

Cronobiologista e neurobióloga (UFPR), especialista em Ritmos Biológicos, Medicina do Sono, Neurociência Circadiana e Afetiva. Professora, pesquisadora e ensaísta, é membro da Academia Brasileira do Sono e possui formações em instituições de referência como USP, UM, LMU e Duke. Fundadora da Noblau Co e do LATCHA – Laboratório de Arquitetura Temporal e Cronobiologia Humana Aplicada, autora da publicação Entre Tempos no Substack, e criadora da disciplina Ecologia Temporal, dedica-se à investigação do tempo como fundamento biológico, ético e ontológico da existência. Desenvolveu a Teoria dos Três Tempos, a metodologia Arquitetura Temporal Aplicada e a tecnologia SyncVitae™, sistemas que articulam ciência, filosofia e arte na tarefa de restaurar a sincronia entre ritmos biológicos, sociais e ambientais. Sua atuação percorre múltiplas escalas – da clínica à escrita, da formação de profissionais à criação de experiências imersivas – movida pela convicção de que o tempo é a arquitetura invisível da vida. Entre o rigor experimental e a imaginação ecológica, sua obra propõe uma epistemologia do ritmo e uma ética da sincronia: pensar e cuidar do humano em compasso com o cosmos e com a Terra.

Prof. DR.

Salvador Paganella

Biólogo, Mestre e Doutor em Microbiologia, Parasitologia e Patologia (UFPR), com Pós-Doutorado em Entomologia, especialista em Biologia Molecular, Genética e Análise Crítica de Dados. Pesquisador, docente e curador científico, possui experiência em instituições de referência e reúne investigação laboratorial, supervisão acadêmica e desenvolvimento de protocolos avançados. Na Noblau Co, atua como guardião da precisão analítica e traduz complexidade biológica em ferramentas aplicáveis à Ecologia Temporal. Sua atuação percorre múltiplas escalas – da orientação científica à supervisão de projetos, da concepção de protocolos à participação em formações e experiências imersivas – movida pela convicção de que o conhecimento é a ponte entre evidência, prática e transformação. Entre o detalhe microscópico e a perspectiva ampliada dos sistemas vivos, sua obra propõe uma epistemologia do ritmo e uma ética da sincronia: pensar e atuar sobre o vivo em compasso com os ritmos humanos, sociais e planetários.

Os primeiros passos para alinhar EXISTÊNCIAS, práticas e espaços aos ritmos que sustentam a vida.

Quando a direção não é clara, a sincronia revela o caminho

Seja qual for o ponto de partida – a busca por clareza existencial, a otimização de vitalidade e energia, ou a construção de práticas e negócios conscientes – a Noblau Co oferece estratégias integradas e suporte especializado para revelar caminhos coerentes com os ritmos que estruturam corpo, mente e relações.

nossa comunidade no substack

O espaço intelectual que você estava procurando

Seja bem-vindo(a) ao Entre Tempos. Através de mentes abertas e conversas inspiradoras, esse espaço abre portas para a diversidade de corpos e histórias que evoluem por meio da prática de alinhamento. Juntos, apoiamos uns aos outros a continuar e ampliar a jornada contínua de nos tornarmos nossas melhores e mais reguladas versões.

LEVE A NOBLAU CO ATÉ SEU TEMPO OU ESPAÇO

Explorar, compreender e transformar o tempo como ponte para a saúde e regeneração.

A presença da Noblau Co pode se manifestar em diferentes escalas e contextos:

01. 

Para você: sessões individuais e imersões, em português ou inglês, que oferecem uma experiência de alinhamento temporal personalizada e transformadora.

02. 

Para seus projetos e instituições: colaborações estratégicas, programas autorais e processos formativos conduzidos integralmente online, conectando pessoas e equipes ao redor do mundo para restaurar a coerência entre tempo, vida e criação.

Seja em jornada pessoal ou em atuação coletiva, nossos processos se moldam com profundidade, rigor científico e presença.

Preencha o formulário abaixo para definirmos, juntos, formato que melhor acolhe sua travessia temporal.

NOBLAU CO

para quem cultiva a sincronia interna como caminho e faz do tempo uma morada possível

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